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Book Review :: Chefão - Kevin Poulsen

Sep 10, 2015 • livros,seguranca,biografia,historia real

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Há um bom tempo atrás meu amigo André Luna - criador do site ShellZen - me recomendou a leitura desse livro. Ele até tem um post falando sobre aqui. A princípio, fiquei com pé atrás sobre o assunto (não era algo que me empolgava), mas quando surgiu a oportunidade, resolvi averiguar e peguei-o.

Claro, é difícil eu me arrepender de comprar algum livro (apenas um em específico sobre PHP que continha erros grotescos, mas mesmo entrando em contato com a editora e com autor uma meia dúzia de vezes, não tive resposta) mas esse realmente me deixou com aquele gostinho de quero mais. Tanto que para fazer esse post resolvi reler e pegar o feeling da coisa novamente.

Vamos aos “detalhes” técnicos… O livro tem autoria de Kevin Poulsen, que dispensa comentários. Tem como título de capa “Chefão: Como um Hacker Se Apoderou do Submundo Bilionário do Crime Cibernético”. Possui cerca de 270 páginas de ótimo conteúdo e tem uma bela capa (talvez não devesse julgar isso, mas um bom livro de capa ruim não atrai muito, haha).

O livro conta - principalmente - a história do Max, um cara geek e com aquela velha comum história de gostar de computadores e de buscar entender como funcionam por debaixo dos panos. E sendo puxado por relatar a vida dele, Kevin Poulsen acaba por retratar como que funciona todo o negócio bilionário dos crimes cibernéticos. As intrigas: criminosos contra policiais, criminosos contra criminosos, nações contra nações… A cada página que vai se passando - e nota-se chegar próximo ao clímax - a vontade de ler e conhecer todo o caso é proporcional!

Max teve uma grande carreira como White Hat mas por querer ser o Robin Hood, acabou por se dar mal algumas vezes, mostrando momentos que se percebe a justiça americana não sendo lá essas coisas. Ele fez grandes contribuições para várias ferramentas grandes e importantíssimas existentes hoje, como Nessus, Snort e várias outras, além de também ter contribuições para área de análise de malwares.

Quando se falava de “polícia”, “tribunal” ou algo relacionado, Max se remoía de raiva. Como foi dito, sofrera severas punições onde não cabia tanto, gerando esse desprezo dele para com os agentes da lei. Por sua personalidade forte e bipolar - ao menos foi o que disse uma clínica - ele se metia em desentendimento com seus amigos e suas companheiras. Bem, melhor não prosseguir falando muito sobre senão posso acabar entregando o doce e estragando as surpresas que se pode ter ao ler essa obra.

Tiveram vários momentos no livro que me chamaram muita atenção. Entre eles, o principal foi o ataque de correção (um tanto quanto controverso, não?!) que ele fez tomando conta de milhares de servidores a partir de uma falha de buffer overflow no BIND. Realmente, ele queria ser um Robin Hood.

Teve um outro momento em que me chamou muita atenção: uma breve discussão a respeito de privacidade dos usuários. Esse assunto, hoje em dia, é muito comum de ver conversas sobre ele, mas imagine ter algo do tipo já antes mesmo da virada do século. Pois é! No momento em que agentes da lei queriam os logs da rede da faculdade em que Max usara para fazer algumas brincadeiras, isso veio à tona.

Pois bem, melhor me conter por aqui! Quem quiser mais spoilers pode vir falar comigo, só não vou deixar aqui para não estragar a leitura dos demais. Muito obrigado por sua leitura e até o próximo post (será que é outro Book Review? Vejamos…). Flws!

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